não sou de pensar que amor não faz feliz
eu gosto de acreditar
e fingir que o teu sorriso é só de mim
e querer que a vida então não tenha mais fim
e pedir-te por favor, não faz assim
porque senão eu vou acabar de ser feliz
- bom, o nome da nossa banda é ‘não sei se isso é plágio’. a gente compõe umas músicas e de repente chega uma hora que um olha pra cara do outro e pergunta “mas isso não é plágio?”
o show da não sei se isso é plágio começava sempre assim em todas as garagens e palquinhos e festinhas por aí. eles eram um grupo de adolescentes que tocavam uma bossa nova, bem sambinha, era quase um samba rock (sem produção nenhuma, não clube do balanço, mas dançável assim, só na violinha), e ficavam uns casais dançando em volta, era bem animado. eles tocando aquela bossa alegre, meio triste, vocês sabem do que o maestro falava.
eu tenho medo de passar a vida com a impressão de que o meu passado foi com certeza bem pior do que o presente ou o futuro.
tenho medo de me apressar pro futuro chegar logo e tudo melhorar, e acabar passando a vida inteira assim.
eu tenho medo do meu futuro. especialmente se eu descobrir que ele com certeza não será melhor que o meu passado.
a singela homenagem
a singela homenagem é como quando o baden powell conta uma história dele com o vinicius no seu especial na tve e toca samba em prelúdio fazendo uma pequena referência na letra ao final da canção.
“sem você, meu amor, eu não sou ninguém
sem você, meu poeta, eu não sou ninguém
sem você, vinicius, eu não sou ninguém
ah, ninguém”
só um pequeno gesto que quer dizer muita coisa.
por favor, a senhora me veja três copos de café e não esqueça de trazer a bandeja, a bandeja é muito importante. que bandeja, meu senhor? a bandeja verde do lado do armário. essa aqui? essa mesma, traz aqui.